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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

ONU premia brasileiros como Heróis da Floresta

09 de fevereiro de 2012

O ativista brasileiro Paulo Adario, defensor do meio ambiente, está entre os cinco ganhadores do Prêmio Heróis da Floresta, entregue hoje (09/02) pelas Nações Unidas, em Nova York. A cerimônia, que será transmitida ao vivo pela internet a partir das 13 horas (horário de Brasília), também fará homenagem póstuma ao casal de extrativistas José Claudio Ribeiro e Maria do Espírito Santo.

A condecoração é um reconhecimento a pessoas de todo o mundo que contribuíram de forma relevante para proteger as florestas e as comunidades que nelas vivem. A celebração marca o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Apesar das ameaças de morte e do conflito de interesses de diversos grupo, Adario tem se dedicado à proteção da Amazônia brasileira e de suas comunidades. O ativista que se destaca entre 90 indicações de 40 países, foi escolhido como o representante da América Latina.

Os outros quatro vencedores regionais são: Paul Nzegha Mzeka (Camarões) para a África; Shigeatsu Hatakeyama (Japão) para a Ásia; Anatoly Lebedev (Rússia) para a Europa; além de Rhiannon Tomtishen e Madison Vorva (Estados Unidos) para a América do Norte.

O júri decidiu ainda fazer uma homenagem aos extrativistas tragicamente assassinados ano passado no Pará ao tentarem defender a floresta amazônica.

Os Heróis da Floresta compartilham coragem, paixão e perseverança que servem de inspiração para qualquer pessoa que queira fazer diferença pelas florestas.

Desde seu lançamento em fevereiro de 2011, a observância global do Ano Internacional da Floresta tem sido dedicada para aumentar a consciência pública sobre o papel vital das pessoas no gestão sustentável e ações de catalisadores no desenvolvimento e conservação de todos os tipos de florestas.

Mais informações:

Daniel Shepard

Sylvia Chen

Fonte/Source:  PNUMA Brasil

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

"Quase dez hectares são desmatados por minuto no mundo, avalia FAO"

Segue a íntegra de uma notícia de novembro de 2011 sobre o Desmatamento no Mundo. A notícia se encontra no portal da ONU Brasil. Ao final da matéria, clicando em na Fonte, você é direcionado à notícia no site oficial.

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Créditos imagem: ONU BR

"Um novo sistema de pesquisa por satélite, utilizado pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), revela que a área total das florestas no mundo era de 3,69 bilhões de hectares em 2005, cerca de 30% das terras do planeta. Segundo o levantamento, o ritmo do desmatamento, com uso de áreas florestais para fins agrícolas, foi de 14,5 milhões de hectares por ano entre 1990 e 2005, confirmando estatísticas anteriores.
A perda das áreas de florestas não foi tão grande como outras avaliações apontavam, uma vez que o aumento de algumas áreas por reflorestamento ou expansão natural foi mais expressivo do que se calculava. A redução totalizou 72,9 milhões de hectares, cerca de 32% a menos do que a estimativa anterior, que era de 107,4 milhões de hectares. O planeta perdeu, em média, 4,9 milhões de hectares de floresta por ano no período, ou quase 10 hectares por minuto.
Os dados confirmam perdas maiores de 2000 a 2005: 6,4 milhões de hectares por ano. Já entre 1990 e 2000, registrou-se desmatamento de 4,1 milhões de hectares por ano.
As estimativas são baseadas no mais abrangente sistema de satélite de alta resolução já utilizado para captar imagens das florestas. É diferente dos resultados divulgados pela FAO na Avaliação dos Recursos Florestais Mundiais 2010 (FRA), baseado em cálculos fornecidos por países que utilizavam as mais variadas fontes de informação.
“O desmatamento está privando milhões de pessoas de recursos florestais e serviços que são cruciais às comunidades rurais, ao bem-estar econômico e ambiental”, disse o Diretor-Geral Adjunto da FAO para Florestas, Eduardo Rojas-Briales.
“As novas estimativas nos dão uma radiografia global e mais consistente das florestas mundiais ao longo do tempo. Somados ao leque de informações dos relatórios dos países, os dados permitem que os governos tenham acesso a números mais precisos e possam tomar medidas para evitar perdas de ecossistemas valiosos”, ressaltou Rojas-Briales.
A avaliação sensorial remota foi baseada em uma só base de dados para três períodos, 1990, 2000 e 2005. A mesma metodologia foi utilizada para todos os países.
“Em termos de mudanças nas áreas florestais, os resultados atualizam nossos arquivos sobre a África, cujas as imagens de alguns países eram velhas ou de baixa qualidade. O índice de desmatamento registrado é menor do que as estimativas presentes nos relatórios nacionais”, afirma o Oficial de Florestas da FAO, Adam Gerrand.

Perdas e ganhos regionais
Há notáveis diferenças regionais sobre as perdas e ganhos de áreas florestais. Entre 1990 e 2005, a devastação florestal foi maior nos trópicos, onde estão localizadas quase metade das florestas do mundo. Nessa região, cerca de 6,9 milhões de hectares de florestas foram desmatadas por ano entre 1990 e 2005. O desmatamento de áreas florestais para outros usos, não especificados, em ambos os períodos, é maior na América do Sul, seguida pela África.
A Ásia foi a única região a apresentar aumento de áreas florestais nos dois períodos. Ocorreram desmatamentos em todas as regiões, incluindo a Ásia, mas a recuperação de áreas registrada em vários países, principalmente na China, é superior às perdas.
Nas zonas subtropicais, temperadas e boreais, foram registradas uma recuperação parcial da superfície florestal durante o período. A expectativa agora é que a pesquisa revele mudanças a partir de 2005, incluindo como novas áreas protegidas e reflorestamentos.

Perspectiva mundial
Os novos resultados são uma importante fonte de informação para a elaboração de relatórios nacionais e internacionais, com dados sobre áreas florestais e estatísticas sobre mudanças no uso da terra. Serão úteis para a Convenção sobre Biodiversidade e a para a iniciativa Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal nos países em desenvolvimento (REDD+), no contexto da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), em pauta na na 17ª Conferência das Partes (COP17).
Para concluir o estudo, a FAO trabalhou durante quatro anos com técnicos do Centro Comum de Investigação da Comissão Europeia e outros 200 pesquisadores de 102 países para analisar as imagens do satélite da Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço (NASA) e do Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Além da FAO, financiaram a pesquisa Austrália, Finlândia, França, Comissão Europeia e Centro Heinz".

Fonte: ONUBR

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Tristeza no Dia Nacional do Cerrado 2011

O dia 11 de Setembro, já é tristemente marcado pela trágica lembrança do ataque às torres gêmeas nos Estados Unidos há 10 anos; No Brasil, o Dia Nacional do Cerrado 2011, que deveria ser apenas de comemoração, foi também de muita tristeza, em razão de um terrível incêndio iniciado no último dia 08/09, e que até o dia de ontem (Dia Nacional do Cerrado) já havia destruído 85% da principal área da Floresta Nacional de Brasília, região do Cerrado. O Cerrado é um dos 6 biomas do Brasil "compreendido pelo Planalto Central Brasileiro, nos Estados de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, parte de Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, e tem 196.776.853 ha" de extensão, segundo dados do IBAMA.

A reportagem do G1, que transcrevemos abaixo dá mais detalhes sobre ocorrido:

Incêndio na Floresta Nacional de Brasília já é o maior da história
De acordo com o ICMBio, 85% de área da Flona foi destruída pelo fogo. Nascentes que abastecem a cidade de Brazlândia correm risco, diz instituto

Incêndio de grandes proporções consome área de reflorestamento na Floresta Nacional de Brasília neste domingo(11)

O incêndio que destrói a Floresta Nacional de Brasília (Flona) desde a última quinta-feira (8) já é considerado o maior da história da unidade de conservação, segundo o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). A área de conservação foi criada há 12 anos.

De acordo com a chefe da Flona, Miriam Ferreira, 85% da principal área da unidade, que tem 3,3 mil hectares e fica próxima de Taguatinga, foi destruída pelo incêndio que começou na última quinta. Cinco grandes focos de incêndio consomem a floresta.

O G1 esteve neste domingo (11) na área 4 da Floresta Nacional, próxima da cidade de Brazlândia, onde o fogo consumia uma região de reflorestamento de pinus e ameaçava a vegetação de cerrado, distante um quilômetro do local onde estão as nascentes do córrego Capão da Onça.

A água captada nessas nascentes abastece toda a cidade de Brazlândia. Até a tarde deste domingo, o incêndio estava localizado no lado oposto da região da nascente.

De acordo com os fiscais, muitos animais que vivem no trecho atingido pelo fogo estão morrendo. Os fiscais dizem ter visto raposas, siriemas e tamanduás mortos ou fugindo do fogo.

O vento forte e a a palha produzida pelas folhas dos pinheiros ajudavam a ampliar as chamas e a espalhar o fogo rapidamente a outras áreas.

Na sede da Floresta Nacional de Brasília foi montado o Centro de Comando de Combate aos incêndios. Barracas foram instaladas do lado de fora para abrigar os 180 bombeiros e o material usado no trabalho.

O combate às chamas é feito por terra e pelo ar. Segundo Miriam Ferreira, o ICMBio contratou dois aviões com capacidade de despejar 3 mil litros de água por voo na áreas atingidas. Além disso, eles também contam com o apoio do avião da FAB que sobrevoa o local despejando água. O Hércules C-130 tem capacidade para despejar 12 mil litros de água a cada voo.

Segundo Miriam Ferreira, os bombeiros vão iniciar nesta segunda-feira (12) o trabalho de perícia para tentar identificar a origem dos focos de incêndio. A Polícia Federal também vai ser acionada para investicar os incêndios.

De acordo com ela, a principal suspeita é de que os incêndios tenham origem criminosa, provocados por grileiros da região. Miriam diz que depois que o ICMBio intesificou a fiscalização contra o avanço dos assentamentos irregulares, os problemas aumentaram. “Esse povo está altamente descontente”, disse ela. 

Fonte: VNews (G1)

A WWF  mantém hotsites sobre o Cerrado (ENGLISH | PORTUGUÊS) e também um sobre o Dia Nacional do Cerrado (Só em PORTUGUÊS). Abaixo postamos dois videos sobre o Cerrado desenvolvidos pela WWF, um em português e outro em inglês, da WWF UK. 

EM PORTUGUÊS


ENGLISH VERSION

Save the Cerrado from WWF-UK on Vimeo.

Preservar é muito importante! Para nós e para as futuras gerações! 

Quer ajudar o Planeta... Quer fazer a sua parte... Saiba como VOCÊ pode fazer alguma coisa pelo Meio Ambiente... Conheça a Ian Somerhalder Foundation (IS Foundation) e seus projetos.Una-se a essa causa!




sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Abaixo-Assinado contra Novo Código Florestal

Contra o Novo Código Florestal (PLC 30/2011) aprovado pela Câmara dos Deputados, o Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, um grupo de mais 100 organizações da sociedade civil brasileira, iniciou um abaixo-assinado para mobilizar a participação da sociedade na formulação de um Novo Código mais justo e que realmente proteja as florestas brasileiras.
O Projeto do Novo Código está a caminho da votação no Senado, mas antes de passar por 03 Comissões de Avaliação.

Saiba como fazer a sua parte acessando o site do Floresta Faz a Diferença - #florestafazadiferença

O abaixo-assinado em forma de petição on line pode ser assinado AQUI.

Segue um pequeno trecho extraído do Manifesto do Grupo:

"Importa, em primeiro lugar, esclarecer a grande confusão sob a qual se criam tantas desinformações: não está se fazendo a defesa pura e simples das florestas. Elas são parte dos sonhos de um país com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes.
...
Água depende de florestas. Temos o direito de destruí-las ainda mais? A qualidade do solo, para produzir alimentos, depende das florestas. Elas também são fundamentais para o equilíbrio climático, objetivo de todas as nações do planeta. Sua retirada irresponsável está ainda no centro das causas de desastres ocorridos em áreas de risco, que tantas mortes têm causado, no Brasil e no mundo".

Se você concorda, participe! Ajude a proteger as florestas do Brasil!





E se quiser mais detalhes, acompanhe a tramitação da Reforma do Código Florestal Brasileiro no site do SENADO.

Créditos de imagem: cartunista Angeli no http://www.ecolmeia.org.br